ela margeia os sumagres, que são dois, e a cerca amarelo-vivo
......................................................[da casa,
e sorri quando me alcança, e diz que estou novamente atrasado...
eu penso nela - será isto muito estranho? -
mesmo quando estou com ela, e é maio ido,
e em breve será junho, e em algum lugar um pessegueiro
abrirá uma flor pequena e branca, enquanto vou-me
.......................................................[pela rua, com ela ao lado...
não vivesse eu, que estaria fazendo ela agora?
talvez ela preferisse, como antes, cerejas-rosa às amoras,
talvez ela dançasse sempre a um passo maior de distância
.......................................................[do par...
talvez ela escolhesse outra geléia que não de figos na feira,
quando o sol se ergue, rubro e imponente, e proclama o domingo,
como se fosse alguma sangrenta independência,
ou talvez ainda ela não vivesse, porque algumas vezes,
vocês sabem, também os destinos riem-se dos acasos...
ela diz que quando chegarmos em casa faremos amor,
e eu penso em escrever-lhe estes versos
para que saiba que a amo pelas pequenas coisas
......................................................[além das grandes,
mas tenho qualquer compromisso e não poderei fazê-lo,
até que seja noite.
Os «Poemas» de Alfred Tennyson
9 horas atrás