01, Jun, 2009

sei que nesta terra não brotam salgueiros, nem há crianças, como tu dizes,
sobre balanços, ou uma rosa que cresce sobre a pedra,
e maçãs cheias de sol e chuva, e todas essas coisas de que falas...

tu vens vender-me terra alheia, como se fosse tua...

por quem me tomas, camarada?

a melhor parte dessa terra que vendes é o tecido nobre da tua roupa,
e embora eu seja jovem ainda e pouco saiba, sei mais isto:
se não é pobre aquele que vende as terras de outrem,
...................................[é faminto aquele que as compra.

como...? duas moedas? não me será este um bom negócio?

sim, é certo que pedes quase nada,

mas quando não se tem algo, camarada, qualquer preço que por este algo se peça é alto demais.

1 comentários:

Ricardo Valente disse...

É assunto prum livro, sr.