13, Mai, 2009

neste momento de meditar-se, olhando fora a janela,
os edifícios, e este aparente movimento
tranquilo das gentes, vem-me ao espírito
uma pequena consciência que subitamente tomo...

que se passou há anos, que não recordo senão vagamente,
na forma desta pequena consciência que sem querer vem-me,
olhando fora a janela, o movimento das gentes e do tráfego,
aquele homem que entra no edifício, e o outro, que dista
.............................................................[ligeiramente pela rua?

perdem-se as cousas, por vezes em um passado tão remoto
que se não sabe que delas tomou-se consciência,
quando consciência se delas toma,

como uma única flor de epoméia, sem raízes ou folhas,
sobre a pérgula alta de uma casa...

permitir-me-ia afirmar, talvez, noutra ocasião,
que quando há significados, pouco importam as cousas,

mas isto noutra ocasião...
hoje escrevo um poema simples, e sem demasiada filosofia.

que se arranje um pouco belo, e isto será suficiente.

1 comentários:

Ricardo Valente disse...

só deixou na curiosidade, êta avellaneda!