os morangos estão vermelhos e maduros,
com suas pequeninas e frescas sementes,
e as colhedeiras estão a colhê-los, um a um,
................................................[como convém...
são tantas as folhas, e tão poucos os morangos...
tem-se que procurar, quando se os olha de longe,
longamente procurar, até que se os veja,
................................................[primeiro um,
depois outro, e outros ainda há, além das folhas,
que não se pode ver, pois que flutuam com leveza
n'algum lugar entre este e o próximo verão...
as colhedeiras afastam os ramos suavemente
até que encontram um que estava
por detrás das folhas, perto de um caule,
.................................................[mas que merece ser colhido,
talvez por ser o que estava mais recôndito,
e essa talvez seja uma das maiores virtudes,
e este talvez tenha mais valor...
a vida delas parece tão leve, a mim, que não sou-lhes a vida...
eu tenho que lutar tanto!...
quem dera colher morangos!...
mas, é isto suficiente? não, não é suficiente...
quem dera querer colher morangos!...
e fazer disto minha vida. colher morangos,
como estas senhoras, debaixo do sol que brilha...
“este é mais vermelho.”. uma diz à outra.
“não, aquele é mais vermelho,
mas é outro certamente o mais doce.”.
nenhuma delas saberá quem teve razão, e não se importam com essas cousas...
põem-nos dentro do cesto,
tomando cuidado para não machucar os demais.
Os «Poemas» de Alfred Tennyson
8 horas atrás
1 comentários:
cousa boa. o sumo doce ao escorrer dos lábios. lambuzando o corpo. aroma de colhedeira. suor de colhedeira catando viço. transbordando a alma. (achei o poema erótico, pode?)
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