quem saberá meu nome, quando tudo ‘sto passar-se?
quem cerrará, por fim, a janela? olhar-me-á uma última vez,
ou fa-lo-á c’mo quem realiza um quotidiano ofício?
por que não haveria d’ ser d'este modo, quotidianamente?
por que haveriam d' chorar-me à partida?
por que gostariam d' saber-me o nome, tendo-me já ido?
sim, ‘screvi algumas linhas, e hei d’escrever outras...
.................................................[c'ntudo, realiza-se algo
e n'isto é todo o valor d'este algo q' se realiza.
se o milagre ‘stá na acção d’ fazerem-se as cousas...
se uma cousa já feita é só a forma d'esta cousa...
se a forma d'uma cousa é tão só um pouco d' vento q',
quando vem-nos ao rosto, já não é mais vento...
.................................................[feitas, minhas linhas
não terão valor algum, forem ou não belas;
tão-somente ficam, se sou afortunado o bastante,
................................................[c'mo o cadáver d'alma sobre a terra.
Os «Poemas» de Alfred Tennyson
8 horas atrás
2 comentários:
Pensar trás sofrimento, mas como desdenhar o que nos vêm? Analisar o que somos? Impossível! Nem aquela história de deixar um filho abranda tantos questionamentos. Talvez, importante seja se entregar - como pudermos - a quem nos ama. Grunhindo. Abração e bom feriado!
lindos escritos...
la vida es un constante morir y resusitar...
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