28, Abr, 2009

trago n’a cabaça uns frutos d’aucuba...
são dez ou doze raminhos,
e 'sto põe-me ingenuamente satisfeito,
c'mo poucas vezes tenho-me sentido.
ergo-os à fronte, e examino-os - são bons frutos,
............................[e o sol bate ligeiramente n'eles,
conferindo-lhes um leve brilho rosado,
............................[e um aspecto bonito d'ocaso.
parecem 'stes p'quenos frutos cousas tão perenes,
e n'o 'ntanto o tempo é uma cousa q' passa...
'ste é um momento 'stranho.
poder-me-ia dizer vazio d' tudo,
mas tão poderosa é a impressão d' realidade
............................[p'ra qu'assim eu diga,
e 'sta é uma verdade...
poder-me-ia dizer pleno d' tudo, p'lo contrário,
mas sente-se tanto mais a brevidade d' tudo
............................[quanto mais longamente se vive,
e 'sta é outra verdade...

1 comentários:

Ricardo Valente disse...

Primeiro: 26... há pouco porra, me passei... que dia? Esse tá demais... imaginei os raios de sol e sensação de felicidade, com um tempo voraz por verdades e um coração inquieto. Abraço!